Podemos reverter o declínio de confiança?
A desconfiança é o novo “normal”. Houve um declínio dramático, pelo menos durante os últimos 15 anos, em quase todos os setores de nossa sociedade – desconfiança da polícia, do governo, das instituições financeiras, dos grupos étnicos, e até mesmo uns dos outros.
“A desconfiança” é manchete todas as noites no noticiário.
Confiança vs. medo como condutor de desempenho
No mundo dos negócios, a desconfiança é um assunto diário também, com o medo sendo usado como sua alavanca. O estilo predominante de liderança, ainda hoje, é baseado no uso do medo para direcionar o comportamento da força de trabalho, seja por hierarquia, amplitude de controle, prestação de contas ou políticas de recursos humanos.
A cultura do medo tem uma dinâmica própria. Ela fica infundida na própria infraestrutura da empresa, no seu DNA. Alguns líderes realmente acreditam que a menos que você ameace os empregos e a segurança das pessoas, você não vai obter o máximo desempenho.
No entanto, o contrário é verdadeiro.
Pesquisas mostram que as pessoas prosperam em suas organizações quando se sentem confiáveis e engajadas, quando elas são responsáveis por seus trabalhos e processos de trabalho, e sabem que a liderança acredita nelas, e irá incentivá-las e apoiá-las.
Se as empresas querem consistentemente altos níveis de desempenho, elas precisam transformar suas culturas de liderança para que sejam mais colaborativas, com base nos princípios de confiança e de responsabilidade, uma cultura que acredita na competência inata da força de trabalho, que seus funcionários querem que suas empresas prosperem, e querem se orgulhar de quem eles trabalham.
Cinco elementos da confiança
Para reverter o declínio da confiança nos negócios, aqui estão cinco elementos-chave para os líderes considerarem:
- Confiança como uma crença central – A confiança torna-se o sistema de crença central da organização, que significa acreditar na competência e capacidade da força de trabalho, fornecendo os recursos e o apoio necessários para que eles façam seus trabalhos, e na qual o medo é conscientemente demolido como forma de fazer negócios.
- Confiança como cultura – A liderança faz um compromisso de promover uma cultura em que as decisões são tomadas com base em um princípio, e não em políticas, movendo-se de um foco no “Eu” para um foco em “Nós”
- Confiança através da apropriação – As pessoas cuidam do que elas possuem. Elas não lavam carros alugados… a força de trabalho não só devem se apropriar dos valores, visão e missão da empresa, mas também seus processos de trabalho e resultados
- Confiança como estrutura – A confiança é construída e apoiada melhor em equipe. Isso significa uma estrutura multifuncional plana baseada em equipes e responsabilidade compartilhada para a entrega de resultados
- Confiança como aprendizagem – As pessoas aprendem através de seus erros, sendo responsáveis pelo próprio desempenho, responsáveis perante seus pares, todos com foco na aprendizagem sem medo de represálias
A desconfiança pode ser o novo “normal”, mas há esperança
Os líderes podem agir sobre esta esperança, tomando uma posição de confiança e transformando suas culturas em empresas colaborativas baseadas na confiança. Líderes colaborativos sabem que as organizações baseadas na confiança irão ter desempenho superior à suas concorrentes baseadas no medo, de forma consistente.
Sua cultura ajuda com que os líderes prosperem de forma colaborativa? Estes cinco elementos da confiança estão em funcionamento aonde você trabalha?
Autor: Dr. Edward Marshall, consultor estratégico que atua como conselheiro para liderança sênior.

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